CONVOCAÇÃO GERAL: OPERAÇÃO PRESSÃO NA ALESP!

O Governo do Estado sinaliza novos reajustes para as polícias Civil e Militar, mas, mais uma vez, a Polícia Penal é deixada para trás. Enquanto outras forças avançam, nós amargamos um índice de apenas 6%, o mesmo dos demais servidores, ignorando a especificidade e o risco da nossa profissão.

A realidade que vivemos dentro das unidades é insustentável a suposta valorização no reenquadramento e  unificação da carreiras foi anulada pela perda de direitos históricos, como os quinquênios e a sexta-parte.
Déficit Recorde

Trabalhamos com um buraco de 38% no quadro de pessoal, o maior da história, sob o risco constante de colapso e rebeliões.

Abandono da Área Técnica e Administrativa

A extinção de 2.225 cargos de áreas técnicas e de saúde precariza ainda mais o nosso ambiente de trabalho, aumenta o desvio de função e abre as portas para a terceirização.

 

NÃO PODEMOS ACEITAR ESSA INJUSTIÇA SILENCIADOS!

O SINPPENAL convoca todos os Policiais Penais a enviarem a Carta Aberta aos Deputados Estaduais. Precisamos que cada parlamentar receba esse grito de socorro e entenda que a segurança pública de São Paulo depende da valorização de quem segura o sistema prisional.

Como participar:

  1. Clique no botão abaixo para abrir o seu e-mail com a lista de todos os deputados já preenchida.
  2. O texto da carta será carregado automaticamente no corpo do e-mail.

Assine com seu nome (opcional) e clique em ENVIAR.

 

  
Enviar o email 

 

Polícia Penal pede Socorro

 

Senhor Deputado(a), nós Policiais Penais do Estado de São Paulo vimos através desta pedir sua intervenção em favor de nossa categoria. Como Vossa Excelência deve ter conhecimento a imprensa tem divulgado nos últimos dias que o Governador pretende enviar para essa Casa de Leis uma proposta de Reajuste para as Polícias Militar e Civil, porém em nenhum momento somos citados.

Os Policiais Penais de São Paulo não tiveram reajuste da mesma forma das demais forças de segurança do estado, recebendo apenas os mesmos 6% dos demais Servidores Públicos de nosso estado. Na época o Governo justificou que a diferença seria dada assim que fosse aprovada a Lei Orgânica da Polícia Penal, que só foi aprovada em dezembro de 2024.

O Governo afirmou que a unificação das carreiras proporcionou  23%  de reajuste para os antigos ASPs e 33% para os antigos AEVPs,  porém a realidade em nossos contracheques é muito diferente.

Em primeiro lugar os valores divulgados pelo governo para os AEVPs se deve a equiparação salarial intrínseca à unificação das carreiras, visto que esses servidores tinham remuneração inferior aos antigos ASPs. Segundo, não tivemos reajuste e sim uma readequação salarial devido a implementação do regime de subsídio, adequação essa que “ adiantou” os adicionais temporais para os servidores em início de carreira o que no caso dos ASPs foi de 22%. Em compensação perdemos o direito aos adicionais  temporais (quinquênios e sexta parte), Adicionais esses que são recebidos pelas demais forças policiais de nosso Estado.

A fórmula adotada prejudicou todos os servidores com mais de 10 anos de carreira sendo que os mais antigos  em boa parte dos casos, não tiveram reajuste algum.

Tal realidade pode ser constatada no orçamento do Estado em 2025 que demonstra um aumento de apenas 3,43% na massa salarial da SAP.

 

Riscos para a segurança pública

O sistema prisional é parte fundamental da segurança pública, uma das maiores ameaças que enfrentamos atualmente em nosso país, o PCC nasceu e cresceu dentro de nossas penitenciárias fruto do descaso do governo para com o sistema prisional e da negação por parte de sucessivos governantes dos alertas feitos de forma incansável pelas entidades de classe dos antigos guardas de presídio.

Foi necessário que a sociedade Paulista se visse acossada pelo crime em 2006, para que nosso estado tomasse providências adequadas.

Hoje vivemos novamente a beira de uma crise, com o maior déficit de pessoal da história  (38% segundo os dados mais recentes) e um crescimento acelerado da população carcerária que deve superar o recorde de 233 mil presos até o final do ano.

Se não bastasse o descaso com os Policiais Penais, o Governo recentemente extinguiu 2225 cargos das Áreas Técnicas, de Saúde e administrativas apontando uma maior precarização do sistema prisional, esse dedicados profissionais  são fundamentais para o funcionamento do sistema e do cumprimento das leis,hoje são desvalorizados, ganhando muito abaixo do mercado, eles não podem ficar de fora do reajuste sob pena de abandono em massa e uma aceleraçÃo do colapso do maior sistema prisional da América Latina.

Soma-se a isso o fato de que a Polícia Penal foi a única que não teve uma única contratação no atual governo, e de que o concurso que recentemente foi adiado devido a problemas do edital, teve a menor procura da história.

Tal fato se deveu justamente a desvalorização salarial sofrida pela Polícia Penal que hoje tem salários inferiores aos da maioria das Guardas Civis da Grande São Paulo.

Tal desvalorização vai comprometer a renovação de quadros tornando ainda mais grave o déficit de pessoal trazendo de volta o fantasma das rebeliões e ataques.

Em nosso dia a dia já sentimos a mudança nas dinâmicas do cárcere indicando um aumento de risco que só aqueles que trabalham em penitenciárias conseguem perceber.

Com salaŕios arrochados, turnos estendidos, falta crônica de pessoal e falta de valorização por parte do Governo do Estado, será muito difícil conseguir evitar uma tragédia, por isso pedimos ao nobre Deputado (a) que apoie nossa causa e interceda para que mais uma vez o Governador Tarcísio de Freitas não cometa uma injustiça para com a profissão mais perigosa da segurança pública.

Enviar o email

 

Abaixo o texto a ser enviado:

 

Polícia Penal pede Socorro

 

Senhor Deputado(a), nós Policiais Penais do Estado de São Paulo vimos através desta pedir sua intervenção em favor de nossa categoria. Como Vossa Excelência deve ter conhecimento a imprensa tem divulgado nos últimos dias que o Governador pretende enviar para essa Casa de Leis uma proposta de Reajuste para as Polícias Militar e Civil, porém em nenhum momento somos citados.

Os Policiais Penais de São Paulo não tiveram reajuste da mesma forma das demais forças de segurança do estado, recebendo apenas os mesmos 6% dos demais Servidores Públicos de nosso estado. Na época o Governo justificou que a diferença seria dada assim que fosse aprovada a Lei Orgânica da Polícia Penal, que só foi aprovada em dezembro de 2024.

O Governo afirmou que a unificação das carreiras proporcionou  23%  de reajuste para os antigos ASPs e 33% para os antigos AEVPs,  porém a realidade em nossos contracheques é muito diferente.

Em primeiro lugar os valores divulgados pelo governo para os AEVPs se deve a equiparação salarial intrínseca à unificação das carreiras, visto que esses servidores tinham remuneração inferior aos antigos ASPs. Segundo, não tivemos reajuste e sim uma readequação salarial devido a implementação do regime de subsídio, adequação essa que “ adiantou” os adicionais temporais para os servidores em início de carreira o que no caso dos ASPs foi de 22%. Em compensação perdemos o direito aos adicionais  temporais (quinquênios e sexta parte), Adicionais esses que são recebidos pelas demais forças policiais de nosso Estado.

A fórmula adotada prejudicou todos os servidores com mais de 10 anos de carreira sendo que os mais antigos  em boa parte dos casos, não tiveram reajuste algum.

Tal realidade pode ser constatada no orçamento do Estado em 2025 que demonstra um aumento de apenas 3,43% na massa salarial da SAP.

 

Riscos para a segurança pública

O sistema prisional é parte fundamental da segurança pública, uma das maiores ameaças que enfrentamos atualmente em nosso país, o PCC nasceu e cresceu dentro de nossas penitenciárias fruto do descaso do governo para com o sistema prisional e da negação por parte de sucessivos governantes dos alertas feitos de forma incansável pelas entidades de classe dos antigos guardas de presídio.

Foi necessário que a sociedade Paulista se visse acossada pelo crime em 2006, para que nosso estado tomasse providências adequadas.

Hoje vivemos novamente a beira de uma crise, com o maior déficit de pessoal da história  (38% segundo os dados mais recentes) e um crescimento acelerado da população carcerária que deve superar o recorde de 233 mil presos até o final do ano.

Se não bastasse o descaso com os Policiais Penais, o Governo recentemente extinguiu 2225 cargos das Áreas Técnicas, de Saúde e administrativas apontando uma maior precarização do sistema prisional, esse dedicados profissionais  são fundamentais para o funcionamento do sistema e do cumprimento das leis,hoje são desvalorizados, ganhando muito abaixo do mercado, eles não podem ficar de fora do reajuste sob pena de abandono em massa e uma aceleraçÃo do colapso do maior sistema prisional da América Latina.

Soma-se a isso o fato de que a Polícia Penal foi a única que não teve uma única contratação no atual governo, e de que o concurso que recentemente foi adiado devido a problemas do edital, teve a menor procura da história.

Tal fato se deveu justamente a desvalorização salarial sofrida pela Polícia Penal que hoje tem salários inferiores aos da maioria das Guardas Civis da Grande São Paulo.

Tal desvalorização vai comprometer a renovação de quadros tornando ainda mais grave o déficit de pessoal trazendo de volta o fantasma das rebeliões e ataques.

Em nosso dia a dia já sentimos a mudança nas dinâmicas do cárcere indicando um aumento de risco que só aqueles que trabalham em penitenciárias conseguem perceber.

Com salaŕios arrochados, turnos estendidos, falta crônica de pessoal e falta de valorização por parte do Governo do Estado, será muito difícil conseguir evitar uma tragédia, por isso pedimos ao nobre Deputado (a) que apoie nossa causa e interceda para que mais uma vez o Governador Tarcísio de Freitas não cometa uma injustiça para com a profissão mais perigosa da segurança pública.