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Informação é do Departamento de Recursos Humanos da SAP

 

Os agentes de segurança penitenciária(ASPs) de Classe I que tiveram publicadas suas transferências no Diário Oficial do último sábado, 11/05, vão atuar provisoriamente nas unidades para onde foram transferidos.

Essa informação foi fornecida à equipe de comunicação do SIFUSPESP pelo Departamento de Recursos Humanos(DRHU) da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) nesta quarta-feira, 15/05.

Ainda de acordo com o DRHU, esses agentes permanecerão na lista de espera para a escolha de vagas. Habitualmente, esse procedimento só é adotado a partir do momento em que a Lista Prioritária de Transferências(LPT) e a Lista Prioritária de Transferências Especial(LPTE) começam a rodar.

Eles foram removidos para penitenciárias e centros de detenção provisória da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana de São Paulo(Coremetro) porque são unidades onde existe número menor de servidores.

O SIFUSPESP defende que os ASPs sejam transferidos de forma definitiva, o que pode garantir mais tranquilidade à atuação dos servidores e oferecer maior transparência na dinâmica de mudança constante a que estão submetidos atualmente.








Em diálogo direto com deputados nesta terça-feira, presidente do SIFUSPESP, Fábio Jabá, pôde solicitar apoio dos parlamentares à campanha salarial de 2019, ao fim do déficit funcional e pela nomeação de aprovados em concursos públicos da SAP

 

por Giovanni Giocondo

Recepcionado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB), e pelos líderes dos demais partidos, o presidente do SIFUSPESP, Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, falou aos deputados estaduais sobre os riscos da privatização do sistema prisional paulista e pediu apoio à valorização dos trabalhadores penitenciários durante encontro do Colégio de Líderes na tarde desta terça-feira, 14/05.

Jabá abriu sua fala agradecendo a oportunidade de dialogar com os parlamentares e detalhou a insegurança causada pelo déficit de funcionários diante da superlotação das unidades prisionais paulistas - média de 10 presos para cada agente de segurança penitenciária(ASP) fazendo sua custódia - e como esse cenário pode ser ainda pior caso as atividades-fim do sistema sejam terceirizadas pelo governo do Estado de São Paulo.

O presidente do sindicato também ressaltou a excelência do trabalho de investigação e inteligência promovido pelos servidores do sistema prisional como forma de colaborar com as polícias civil e militar no combate ao crime organizado. Nesse sentido, o sindicalista lembrou que os trabalhadores penitenciários fazem parte do aparato de segurança pública e são fundamentais para evitar o avanço da violência para fora dos muros.

Na opinião de Fábio Jabá, qualquer projeto que vise a privatização do sistema prisional deve necessariamente passar pelo crivo do Legislativo, daí a necessidade do apoio dos deputados do Colégio de Líderes para pautar o tema nos debates do plenário da Alesp.

“A audiência pública promovida pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) no dia 6 de maio para debater a concessão de quatro unidades prisionais sequer foi encerrada e estamos aqui também para denunciar esse procedimento”, explicou o sindicalista.

Como uma das formas de contornar o avanço da privatização, o presidente do SIFUSPESP citou os projetos de lei  (PL) 389/2019 e PL 390/2019, de autoria do deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB), que delegam à Assembleia o aval para a concessão de serviços públicos atualmente fornecidos pelo Estado à iniciativa privada.

 

Vidas em jogo

“Estamos falando de vidas. E se o sistema for privatizado, vai virar negócio e as vidas de todos os que estão dentro do sistema e da própria população vão ser negociadas. Nossa preocupação não é corporativista, mas com o perigo que esse projeto oferece à sociedade”, alertou Jabá aos deputados quando explicou porque o modelo privado de gestão das penitenciárias não funcionou nos Estados Unidos e também no Brasil.

“Venda de sentenças, hiperlotação, trabalho escravo, massacres e falta de estrutura que significaram uma tragédia para todos os envolvidos”, afirmou o presidente do SIFUSPESP em referência aos recorrentes casos de violência, de uso ilegal da força de trabalho dos presos e de corrupção que cercam as unidades privatizadas.

 

Campanha salarial, chamada de aprovados em concursos e dossiê sobre déficit

O sindicalista também defendeu a chamada de candidatos aprovados em concursos públicos para as carreiras de ASP, Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP), oficiais administrativos, operacionais e trabalhadores das áreas de saúde e assistência social como uma das formas de contornar o déficit profundo verificado nas unidades prisionais paulistas.

Em um dossiê, Jabá e sua comitiva entregaram aos líderes dos partidos um levantamento atualizado sobre o déficit de servidores - fornecido pela própria Secretaria de Administração Penitenciária - além de um manifesto produzido pelo SIFUSPESP que elenca os motivos pelos quais o sindicato é contra a privatização.

O sindicato também entregou aos deputados as reivindicações aprovadas em assembleia pela categoria tanto para a Campanha Salarial 2019 quanto a pauta de Condições de Trabalho, que menciona em detalhes as demandas específicas pretendidas por cada um dos setores de funcionários representados pelo SIFUSPESP no âmbito do sistema prisional.

 

Ida ao plenário da Casa

Após a fala no Colégio de Líderes, os membros do sindicato se dirigiram ao Plenário Juscelino  Kubitschek, onde foi realizada a sessão ordinária da Alesp. Do Colégio, seguem para o plenário muitos projetos de lei e outras propostas que, a partir do apoio dos líderes de cada partido, podem ser apreciados com mais atenção pelos demais parlamentares.

Integrantes do SIFUSPESP seguiram durante a tarde fazendo panfletagem sobre essas temáticas e conversando com os demais parlamentares a respeito das reivindicações dos trabalhadores penitenciários.

Para Fábio Jabá, a pressão para que os temas de interesse dos servidores do sistema prisional sejam colocados em pauta no plenário deve continuar até que a categoria seja contemplada nas falas e nos projetos dos parlamentares. O sindicalista também enalteceu a presença dos remanescentes do Concurso ASP 2014, que fizeram a sua parte com a confecção de faixas e camisetas e a ida à Alesp, reforçando a exigência pela nomeação e apoiando as outras demandas do SIFUSPESP.

“Nossa força provém da nossa união entre os trabalhadores e o sindicato, e do entendimento que a Assembleia é um espaço democrático que pode ouvir as exigências de todos que estão no sistema”, esclarece o presidente do SIFUSPESP, que fez um balanço positivo sobre a ida à Assembleia nesta terça.

“A partir de todas as informações que trouxemos hoje - tanto do ponto de vista técnico com dados oficiais quanto da expertise que possuímos no lidar com os detentos no dia a dia, os parlamentares poderão ter o embasamento necessário para focar sua atuação em apoio a essas demandas e ampliar a repercussão de todo o trabalho que está sendo feito pelo sindicato nos últimos anos. Não podemos interromper essa trajetória”, destacou Jabá.

Departamento não sabe se retroativo virá em folha suplementar e definição depende da Fazenda

 

O Departamento de Recursos Humanos(DRHU) da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) informou ao SIFUSPESP que ainda não há um cronograma para os incrementos nos salários dos valores das promoções obtidas por servidores do sistema prisional paulista em concurso interno realizado em 2018.

Nas redes sociais e dentro das unidades prisionais, circularam boatos de que os valores já haviam sido pagos a alguns funcionários e que para os demais ela viria em folha suplementar, mas essa informação não procede.

O DRHU afirmou à equipe de comunicação do sindicato já teria enviado o pedido para o pagamento retroativo à Secretaria Estadual da Fazenda, mas que ainda não teve retorno por parte da pasta e até que isso aconteça, não tem como estabelecer um cronograma.

De qualquer maneira, as promoções estão garantidas e os valores referentes a elas serão repassados aos trabalhadores assim que houver uma definição oriunda do Executivo.

 

Equipe de inteligência detectou plano de fuga durante dia de visita no último sábado

 

Agentes penitenciários impediram presos de fugir do Centro de Triagem Metropolitana(CTM) III em Santa Izabel, região metropolitana de Belém, capital do Pará. O caso ocorreu neste sábado, 11/05.

A tentativa de resgate aconteceria durante o dia de visitas de familiares aos presos, e foi descoberta por uma equipe de inteligência formada por servidores da Diretoria de Administração Penitenciária do Estado.

Em decorrência do plano, foi preciso solicitar a transferência de dois sentenciados que estariam envolvidos na fuga. Porém, ambos se recusaram a sair da unidade, o que deu início a uma confusão envolvendo tanto os detentos quanto as visitas dos presos, que permaneceram no CTM após o período permitido.

O problema só foi solucionado após horas de negociação entre a Superintendência de Administração Penitenciária, integrantes da Polícia Militar e as cerca de 26 famílias, que finalmente  deixaram o local enquanto os acusados de participar do resgate eram levados para a Cadeia Pública de Jovens e Adultos.

As visitas à unidade foram suspensas por tempo indeterminado e um procedimento disciplinar penitenciário instaurado para apurar o caso e identificar todos os envolvidos na tentativa de fuga.

Uma mulher foi detida ao tentar entrar no Centro de Detenção Provisória(CDP) de Americana, no interior paulista, com um microchip de telefone celular escondido dentro de seu documento de identificação.

A apreensão aconteceu no último sábado, 11/05, durante revista de rotina feita pelas agentes de segurança penitenciária(ASPs) da unidade, que encaminharam a mulher para a Central de Polícia Judiciária, onde foi lavrado o boletim de ocorrência referente ao caso.

Além da apuração policial, também foi instalado um procedimento disciplinar com o objetivo de investigar a possível participação do companheiro da mulher no crime, que está detido no CDP de Americana.

 

Dizem que o dia das mães é todo dia, e é mesmo. É de luta pela educação dos filhos e filhas, da lida muitas vezes solitária com as tarefas de casa. É a busca por melhores condições de trabalho e de vida para toda a família.

Neste 12 de maio, muitas das trabalhadores do sistema penitenciário puderam comemorar de perto com seus filhos. Outras cumpriram plantão, família distante, coração apertado, e tem ainda as que se despediram no fim do dia antes de mais um turno à noite.

Dentro do sistema penitenciário, condições precárias, sucateamento, salário desigual, desvalorização, e agora ainda o risco de privatização que nos atinge em cheio. Além disso, conciliar maternidade e trabalho continua sendo difícil e desgastante.

Desde não poder amamentar porque a licença acaba à preocupação com a falta de vaga na creche, com a segurança das crianças nas ruas, com a falta de emprego e oportunidades aos jovens.  

Apesar das dificuldades e desafios que pesam sobre os ombros das mães trabalhadoras, elas fazem do maternar um ato de amor incondicional, não importa se o filho é biológico ou adotivo, se é do “coração” ou da “barriga”.

Como bem descreve a poetisa goiana Cora Coralina (1889-1985):

 

"Colo que acolhe,
braço que envolve,

Palavra que conforta,
silêncio que respeita,

Alegria que contagia,
lágrima que corre,

Olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:

é o que dá sentido à vida"

 

De perto ou de longe, todas as mães estão sempre presentes em nós, pois nos deram a vida.

Nossa gratidão e reconhecimento à guerreira que existe em cada.

Parabéns a todas as mães trabalhadoras do sistema prisional!

 

Direção - SIFUSPESP Lutar para Mudar






No contato direto com os detentos e no combate ao crime organizado, trabalhadores são exemplo de união e perseverança para manter o sistema seguro e sustentável

 

por Giovanni Giocondo

Homens e mulheres que fazem a custódia e promovem a disciplina e a segurança dos sentenciados no sistema prisional paulista recebem neste domingo, 12 de maio, as sinceras homenagens do SIFUSPESP.

São os agentes de segurança penitenciária(ASPs), valorosos seres humanos que enfrentam toda sorte de dificuldades no cotidiano das unidades prisionais com o objetivo maior de zelar para que os sentenciados cumpram as penas para as quais foram condenados.

São eles também que dão início ao processo de ressocialização dos detentos, cumprindo com o que determina a Lei de Execução Penal(LEP), permitindo assim que haja respeito aos direitos dos próprios apenados.

O Dia do ASP foi instituído pela Lei estadual 15.089, em 2013, como forma de homenagear aos guerreiros que lutaram arduamente contra o crime organizado alguns anos antes e que seguem lutando na atualidade.

Em 2006, foi uma equipe de agentes de segurança penitenciária que desbaratou um plano articulado dentro das unidades prisionais para promover uma série de rebeliões em todo o Estado, seguida de uma onda de violência que atingiu servidores do sistema prisional - oito deles assassinados na ocasião, além de policiais civis, militares e da população paulista, que sofreu durante um mês com o terror dos ataques.

Passados treze anos desde esse episódio, um dos mais trágicos da história da segurança pública, os ASPs prosseguem com sua incansável batalha de combate ao crime organizado dentro e fora das unidades prisionais. Sem o alerta feito pelo setor de inteligência dentro das unidades, o caos do lado de fora teria muito mais impacto.

Apesar dos riscos que suas vidas e a de suas famílias correm diante dessa recorrente ameaça e ainda muito invisíveis diante da população em geral, os agentes se mantêm  inabaláveis em sua missão de fazer com que a sociedade prossiga com sua rotina sem temer mais ataques semelhantes aos de 2006.

Mesmo com seus salários desvalorizados, unidades prisionais superlotadas, com baixo efetivo funcional para o pleno funcionamento do sistema, e em muitas ocasiões agredidos, com sua saúde física e psicológica comprometida, sob desvio de função, sofrendo com assédio moral, sob jornada extenuante e forte pressão de superiores hierárquicos, eles resistem e, fortes como nunca, ganham hoje essa merecida lembrança.

Em um momento no qual a atual gestão do governo do Estado aponta para a privatização do sistema e ignora toda essa história celebrada no dia de hoje, o SIFUSPESP lembra aos ASPs que apesar de não termos o que comemorar, temos muito o que lutar para que nossos direitos e a memória dos companheiros que tombaram sejam respeitados.

Que os agentes de segurança penitenciária continuem em frente e que eles possam contar com a estrutura e o amparo do sindicato em todos os momentos de suas vidas!

Parabéns pela garra e pela coragem de sempre!

Esses são os votos do SIFUSPESP! Feliz dia do ASP!