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O presidente do SIFUSPESP, em entrevista para o jornal "O Vale", fala de diretrizes necessárias a serem traçadas em reunião de urgência com o governador do Estado, principalmente pelo risco no trabalho devido o deficit funcional e péssimas condições de trabalho. Ele ainda afirmou ter "ciência de que o crime organizado prometeu rebelião em outras unidades".

Entidade dos Funcionários do Sistema Prisional enviou ofício ao governador Márcio França solicitando reunião urgente

Da redação@jornalovale

A direção da Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) enviou um ofício para o governador do Estado de São Paulo, Márcio França (PSB), solicitando uma reunião de emergência para tratar de riscos que agentes penitenciários correm em rebeliões decorrentes no sistema prisional no estado.

O ofício tem como objetivo traçar metas e tratar das condições de trabalho dos servidores.

O último motim aconteceu no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté, na última quinta-feira (9). Entre os reféns, que foram mantidos em poder dos detentos por mais de 30 horas, estavam dois agentes penitenciários, que não tem previsão para voltar ao trabalho. "Já temos ciência de que o crime organizado prometeu rebelião em outras unidades", afirma o presidente da Sifuspesp, Fábio Jabá.

PAUTA

A principal reivindicação é do sindicato é a falta de efetivo nas unidades prisionais. Segundo Jabá, no dia em que a rebelião no CDP de Taubaté aconteceu, apenas 15 funcionários estavam de plantão.

"Se tivessem mais funcionários, isso poderia ter sido evitado com certeza", afirmou Jabá. De acordo como o Conselho Nacional de Políticas Criminais e Penitenciárias define que a cada cinco presos deve haver um agente penitenciário. A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) afirmou que não revela o número de servidores nas penitenciárias por uma questão de segurança. A superlotação também preocupa os servidores, já que atualmente o sistema prisional da RMVALE tem 40% presos a mais do que comporta..

Leia a matéria:

http://www.ovale.com.br/_conteudo/2018/08/economia/50403-sindicato-teme-novas-rebelioes.html#.W3QiYR3tKU4.whatsapp

 

 

A sede regional do SIFUSPESP em Sorocaba não terá expediente nesta quarta-feira, 15/08, em virtude do feriado em que serão comemorados os 364 anos da história da cidade.

Considerado um dos principais municípios do Estado, Sorocaba tem cerca de 660 mil habitantes e conta com duas penitenciárias e um centro de detenção provisória(CDP).

O atendimento no sindicato será retomado normalmente na quinta-feira, a partir das 8h.

É com pesar que o SIFUSPESP comunica o falecimento do ASP Antônio Romão Rodrigues que aconteceu nesta terça-feira, (14/08). Trabalhava no Centro de Ressocialização (CR) de Presidente Prudente e deixa saudades nos companheiros de jornada.  

Conhecido como um trabalhador que zelava pelo profissionalismo, honestidade, lealdade, inteligência, competência e que possuía sensibilidade para lidar com as adversidades e conflitos humanos.

Deixa familiares, amigos e companheiros de trabalho. Neste momento de dor e consternação, que os que com ele conviviam possam encontrar conforto para enfrentar esta imensurável dor com serenidade.

O velório acontece no Velório Municipal de Alfredo Marcondes e o sepultamento será realizado às 9h desta quarta-feira (15/08) no Cemitério Municipal de Alfredo Marcondes.

 

O presidente do SIFUSPESP, Fábio Ferreira Jabá, em entrevista ao jornal “Bom Dia Vanguarda”, em razão da rebelião que ocorreu no Centro de Detenção Provisória(CDP) de Taubaté nos dias 9 e 10 de agosto, enfatizou o problema da falta de servidores nas unidades prisionais do Estado.

 

Jabá falou do número discrepante de agentes penitenciários por presos no CDP de Taubaté e que superlotação aliada ao pequeno número de servidores favorecem o crescimento do crime. Veja o vídeo:

A esposa de um detento do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba foi barrada por agentes penitenciários tentando entrar com maconha no local. A mulher foi flagrada pelo pelo aparelho de scanner corporal no sábado (11/08).

A visitante estava com 27 gramas de cocaína e 48 gramas de maconha em um invólucro introduzido na parte íntima. A suspeita foi encaminhada para a Delegacia Seccional de Polícia do município e teve seu nome suspenso do rol de visitas da SAP.

No mesmo dia, agentes de segurança da Penitenciária Feminina II de Tremembé encontraram um invólucro nos arredores da unidade, próximo ao alambrado que delimita a área de regime semiaberto. O material continha 55 gramas de maconha e as servidoras encaminharam a droga para a Delegacia de Polícia de Taubaté.

 

Fonte: Meon

Foto: Divulgação/SAP

Leia a Matéria:

http://www.meon.com.br/noticias/regiao/mulher-e-flagrada-tentando-entrar-com-drogas-no-cdp-de-caragua

Cabral sobe no pódio no XXX Campeonato Brasileiro de Karatê- Do e afirma lutar como representante da categoria de agentes penitenciários, os vencedores da batalha de exercer uma profissão dentro de unidades prisionais

 

 

“Quem representou o Estado de São Paulo no Campeonato Brasileiro de Karate- Do foi um Agente Penitenciário”. A frase é de César Cabral, que levou pra casa outra medalha de ouro, e faz questão de destacar sua profissão de Agente de Segurança Penitenciária em primeiro lugar, onde quer que ele esteja competindo. Cabral participou da trigésima edição do campeonato que aconteceu do dia 9 a 11 de agosto, na cidade de São Paulo.

Cabral levou a prata na categoria “Kumite Equipe”. O Agente trabalha no Centro de Detenção Provisória(CDP) de São José do Rio Preto e divide a vida entre o trabalho na prisão e treinamentos no tatame. Medalhista em diversos outros campeonatos, inclusive internacionais, o agente possui sempre palavras de bom ânimo dentro do exigente e perigoso trabalho, assim como líder de equipe no Karatê.

“A profissão de agente penitenciário ultimamente anda sofrendo golpes piores do que já sofre. Além de não sermos vistos, quando somos, nos observam com maus olhos. A grande imprensa tem divulgado o lado ruim, mostrando contravenção de agentes e novamente reforçando o estereótipo do profissional que quando não é o ‘malfeitor dos maus tratos para com o apenado’, é o‘responsável’ por determinados crimes, como facilitação de entrada de ilícitos nas prisões”, afirma Cabral.

Para o agente atleta é preciso modificar esse cenário a começar pelo próprio agente, segundo ele, defendendo mais sua categoria e sendo um representante do bom trabalho realizado nas prisões do Estado. “Que tenhamos orgulho de exercer nossa profissão, de extrema importância dentro da segurança pública e tão pouco valorizada. Não vamos permitir que manchem, ainda mais, o olhar que a sociedade tem para conosco”, disse.

O agente-atleta preocupa-se com isso e batalha para que seja modificado. Demonstra em suas palavras uma perspectiva de possibilidade de sair da invisibilidade social ou mesmo de ator desumano dentro dos muros das unidades prisionais. Ele insiste que é preciso que se reapresente o trabalhador prisional como sujeito necessário, mediador, responsável por se fazer cumprir a lei, criador de uma inteligência interna não oficial e criativa, capaz de encontrar o que operações federais necessitam contra facções criminosas.

“É inegável que o agente penitenciário é quem melhor conhece o sistema prisional. Temos que contagiar uns aos outros com orgulho da farda. Temos que acabar com espírito de “ir na cadeia para fazer a cota”. Temos que ir pra fazer a diferença. Afinal, é a sociedade que precisa de nós. Acho possível mudar a condição de invisíveis para necessários”, finaliza.

 

O sindicato somos todos nós, unidos e organizados!