Projeto aprovado pela CCJ não é sinônimo de melhoria no atendimento e está ligado a interesses de políticos, de seus apadrinhados e da privatização do serviço público
A Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 04/10, o Projeto de Lei do Senado(PLS) 116/2017 que determina o fim da estabilidade de trabalho dos servidores públicos de todas as esferas. O ato reflete a preocupação dos parlamentares com a falta de espaço para seus funcionários comissionados e com a manutenção de seus interesses em detrimento dos interesses da população brasileira.
Com a desculpa de que o servidor “apresenta mau desempenho” e não tem “alta produtividade” e por isso precisa ser “cobrado”, os congressistas seguiram o voto do relator da matéria na CCJ, senador Lasier Martins(PSD-RS). O projeto prevê que seja definida inclusive uma “nota de corte” para definir se o servidor será demitido ou não.
O PLS 116/1017 regulamenta o artigo 41 da Constituição, que diz que o servidor estável – já transposto o período de três anos de estágio probatório – fica sob risco de perder seu posto de concursado em caso de resultado insatisfatório “mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa”. A medida ainda precisa passar por outras comissões da Casa antes de ir a plenário.
O projeto de lei inclui uma avaliação de desempenho anual que define por meio de notas atribuídas se o servidor público merece ou não continuar trabalhando.Tal avaliação será aplicada pelos próprios colegas de trabalho, sendo um profissional de nível ou setor equivalentes e um do departamento de recursos humanos.
Segundo o relator da matéria, a medida é positiva porque vai permitir um período(de até 5 anos, a depender de sua nota média no teste) para que o funcionário possa se “aperfeiçoar” e “reverter a desconfiança em torno de sua proficiência profissional”.
Na visão do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo(SIFUSPESP), essa declaração é uma afronta e desrespeita quem luta para fazer parte do serviço público e para fornecer à população um serviço gratuito apesar das imensas dificuldades estruturais.
O SIFUSPESP entende que a medida é um atentado contra os direitos mais básicos do trabalhador que optou pelo funcionalismo como forma de construir sua vida e a de sua família. A estabilidade obtida a tão difíceis provações agora é mais uma conquista histórica a cair por terra graças às canetadas dos parlamentares brasileiros e do Governo Federal.
Não à terceirização do serviço público
O PLS 116/2017 traz mudanças que atingem não só os servidores, mas toda a população brasileira que depende do atendimento público na educação, na saúde, na habitação, na justiça, na polícia, no serviço social e em muitas outras áreas para ter acesso aos serviços universais.
Se esses serviços não são da qualidade tão sonhada pelo povo, isso é devido à falta de investimentos e à corrupção causada pelos agentes políticos e seus apadrinhados, que não retornam para a população os impostos retirados do seu bolso em cada produto ou serviço adquirido. Não é por falta de empenho do servidor que os serviços são ruins.
O projeto mostra a gana imparável dos políticos brasileiros em favorecer a iniciativa privada e seu lobby bilionário dentro do Congresso. Demitir funcionários públicos por “mau desempenho” provado em avaliações de colegas é caminho aberto para sucatear ainda mais o serviço já tão abandonado no Brasil. É a terceirização de todo atendimento à população com maiores gastos e sem sinais de melhoria nesses serviços.
A elaboração deste PLS é uma tática rasteira para que os políticos mantenham nos quadros do serviço público, aliados em cargos comissionados, tanto dentro do Congresso quanto nas autarquias e repartições. É a legislar por interesses próprios, a fim de que seus patrocinadores sejam priorizados e a torneira da corrupção siga aberta jorrando aos borbotões sem a fiscalização do servidor concursado.
É devido esta estabilidade que o servidor não tem medo de denunciar o que está sendo feito de maneira errada e ilegal dentro de seu ambiente de trabalho. Caso esse projeto passe pelo Congresso, possivelmente perseguições, assédios morais e pressões se multiplicarão e o funcionário será afastado de suas funções por não admitir fazer parte de esquemas fraudulentos e imorais que prejudicam diretamente a população.
Essa é uma realidade próxima ao funcionalismo público do setor prisional, uma vez que este trabalhador é vítima de um número exagerado de processos administrativos de sindicância, além de sofrer frequentemente assédio moral.
O brasileiro precisa entender que o seu inimigo não é o servidor público. Não é o médico nem o enfermeiro que se desdobram para fazer centenas de atendimentos diários em um hospital sem leitos, equipamentos ou remédios. Não é o professor que educa o seu filho mesmo sem livros, alimentação adequada e salário medíocre. Não é o funcionário do sistema penitenciário - agentes penitenciários, agentes de escolta e vigilância, ou profissionais da área técnica - responsáveis por fazer com que o detento cumpra sua pena em uma unidade superlotada.
O serviço público no Brasil só vai melhorar quando o funcionário concursado for realmente valorizado e os poderosos que mandam em Brasília reverterem para esse serviço e sua estruturação física, técnica e humana, toda a dinheirama que pinga diariamente nos cofres públicos para que a população receba um atendimento digno e de qualidade.
Mas como fazer isso em meio aos projetos que sucateiam o serviço público para que este seja substituído por um privado, fazendo com que a maioria da população continue impedida de ter acesso e a minoria pague pelos privilégios?
Se a sanha privatista do governo Temer e do Congresso se desenha em todas as ações adotadas até o momento, desde a reformas trabalhista e previdenciária, as vendas de estatais estratégicas a preço de banana, o congelamento dos investimentos públicos por duas décadas, o que dirá a estabilidade do servidor, que está na corda bamba.
A máfia das privatizações está a todo vapor. Servidor público! Os ataques aos seus direitos e aos direitos de todos os trabalhadores não tem parada! Reflita, debata, participe ativamente da luta para que essas propostas não avancem! O seu futuro e o de seus familiares está em jogo!
Ninguém está a salvo! Seja na União, nos Estados e nos municípios, todos estão sob risco. É hora de lutar! Faça do seu sindicato, o SIFUSPESP um instrumento de luta! Pedimos que a categoria esteja atenta ao chamado que faremos para que juntos, em Brasília, unidos a outros trabalhadores de todo o Brasil, possamos derrubar este projeto. Nenhum direito a menos!
Nomes dos homens convocados para 2ª fase serão publicados no próximo sábado, a exemplo das mulheres que prestaram concurso
A Comissão de Concurso Público da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) divulgou nesta quarta-feira, 04/10, o resultado definitivo da prova objetiva realizada no dia 06/08 por candidatos a agentes de segurança penitenciária(ASPs). Os resultados das provas feitas pelas mulheres havia sido divulgado ontem.
A relação com os nomes, notas obtidas e se o candidato está aprovado ou reprovado está disponível no site da MS Concursos: www.msconcursos.com.br, na aba “Resultados” e também entre as páginas 204 e 322 do Caderno Executivo I, do Diário Oficial do Estado de São Paulo de hoje.
A convocação daqueles que foram aprovados na 1ª fase para a realização da próxima etapa do concurso, que é a prova de condicionamento físico, será divulgada pela MS Concursos e pela SAP no próximo sábado, 07/10.
O concurso oferece 1.034 vagas, sendo 934 para ASPs masculinos e 100 para femininos.
A sede regional do SIFUSPESP no Vale do Paraíba, localizada em Taubaté, não terá expediente nesta quarta-feira, 04/10, em função do feriado em que é comemorado o Dia de São Francisco de Chagas, padroeiro do município.
As atividades no sindicato serão retomadas normalmente na quinta-feira, 05/10, a partir das 8h.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (12) 3629-4471
O agente de segurança penitenciária Jorge Luiz de Oliveira Medina, membro da diretoria do Sifuspesp durante os anos de 2006 a 2012, tendo ocupado o cargo de Tesoureiro desta entidade, faleceu na noite de sábado, 30/09.
Associado ao SIFUSPESP, o ASP trabalhava na Penitenciária Nestor Canoa de Mirandópolis, P1 de Mirandópolis.
O SIFUSPESP lamenta a morte do companheiro Jorge e presta suas sinceras condolências à família e aos amigos do mesmo.
Está sendo velado no Velório Municipal de Mirandópolis, seu sepultamento ocorrerá amanhã, às 10 h da manhã, no Cemitério Municipal, localizado ao lado deste Velório.
G1/Mato Grosso do Sul - A Agência estadual do Sistema Penitenciário do MS (Agepen) criou uma comissão para investigar casos de ameaças a agentes penitenciários feita pelas facções criminosas. A Agepen ainda afirma que o tipo de criminalidade mudou com o passar dos anos considerando o domínio do crime organizado dentro e fora das penitenciárias.
Leia a matéria:
Nomes das convocadas para 2ª fase do concurso serão publicados no próximo sábado
A Comissão de Concurso Público da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) divulgou nesta terça-feira, 03/10, o resultado definitivo da prova objetiva realizada no dia 06/08 por candidatas a agentes de segurança penitenciária(ASPs).
A relação com os nomes, notas obtidas e se a candidata está aprovada ou reprovada está disponível no site da MS Concursos: www.msconcursos.com.br, na aba “Resultados” e também entre as páginas 201 e 247 do Caderno Executivo I, do Diário Oficial do Estado de São Paulo de hoje.
A convocação daquelas que foram aprovadas na 1ª fase para a realização da próxima etapa do concurso, que é a prova de condicionamento físico, será divulgada pela MS Concursos e pela SAP no próximo sábado, 07/10.
O concurso oferece 1.034 vagas, sendo 934 para ASPs masculinos e 100 para femininos. O resultado definitivo da prova objetiva dos candidatos homens ainda não foi divulgado.
Evento é organizado pela CUT-SP e começa na sexta-feira. Inscrições se encerram hoje
Servidores públicos de todos os setores participam nos dias 29 e 30/09, em São Paulo, de um Seminário para discutir e organizar as lutas contra as reformas adotadas pelo governo Michel Temer. O Seminário do Funcionalismo Público de São Paulo acontecerá no auditório da Apeoesp, na Praça da República, centro da capital paulista, a partir das 9h da próxima sexta-feira. O evento é organizado pela seção paulista da Central Única dos Trabalhadores(CUT-SP).
Na programação, os participantes vão debater os rumos da conjuntura econômica e social do país, que está à mercê do congelamento dos investimentos públicos pelas próximas duas décadas na saúde, na segurança e na educação, da política de privatizações e com a reforma Trabalhista, que entrará em vigor dia 11 de novembro, além da possível aprovação da Reforma da Previdência. Juntas, essas medidas trarão impactos negativos para toda a população que depende dos serviços públicos em todas as áreas essenciais
“Queremos organizar e articular as ações do serviço público no estado de São Paulo e contribuir para o fortalecimento desse segmento dentro da nossa Central, quer seja na atuação da luta conjunta contra os governos, bem como nas nossas ações que irão ocorrer no próximo período”, afirma Douglas Izzo, professor e presidente da CUT-SP.
A atividade faz parte do calendário de lutas das centrais e demais entidades sindicais do serviço público que compõem o Fórum do Funcionalismo Público de São Paulo. Entre as ações, também haverá uma paralisação e ato conjunto dos servidores no dia 27 de outubro, véspera do dia do Servidor Público.
O seminário é destinado aos dirigentes sindicais do ramo público das esferas municipal, estadual e federal. Para participar, é preciso fazer inscrição prévia, encaminhando a ficha (clique aqui) até o dia 27/09, quarta-feira para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Clique aqui para baixar a programação e a ficha de inscrição
Serviço
Seminário do Funcionalismo Público de São Paulo
Dias 29 e 30 de setembro
A partir das 9h
Praça da República, 282 – Apeoesp
Abaixo-assinado contra a reforma trabalhista
Como forma de enfrentar a Reforma Trabalhista dentro da estrutura burocrática do Congresso, a CUT também está coletando assinaturas para um projeto de lei que pede a anulação da medida. Você pode colaborar acessando o link: https://cut.org.br/acao/7-de-setembro-0167/
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